Facebook quer banco de dados com fotos dos usuários para melhorar tags

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O Facebook anunciou que pretende fazer mudanças nos seus termos de uso na próxima semana: as novas regras se referem a como os dados dos perfis podem ser usados para publicidade e como a rede social pode usar informações pessoais, como a foto do perfil, para criar tags automáticas com reconhecimento facial a partir de um banco de dados biométrico.

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As mudanças divulgadas nesta quinta-feira (29) estão sendo tratadas como propostas pelo site, que está pedindo a opinião dos usuários durante sete dias antes de implementá-las.

Novas regras dão mais liberdade à empresa para usar dados do usuário para publicidade (foto: Divulgação)Novas regras dão mais liberdade à empresa para usar dados do usuário, como fotos, por exemplo, para publicidade (Foto: Divulgação)

O anúncio foi feito pelo escritório de privacidade do Facebook. As mudanças ocorrerão “como parte de um acordo em um caso judicial relacionado à propaganda” e, segundo a rede social, o site quer usar estes dados, incluindo fotos do perfil, para gerar mais receita com anúncios.

Facebook quer usar tag de reconhecimento facil para criar banco de dados (Foto: (Foto: Reprodução/All Facebook))Facebook quer usar tag de reconhecimento facil para
criar banco de dados (Foto: Reprodução/All Facebook)

 

Uma das mudanças mais ousadas diz que, a partir de agora, o Facebook considera a foto do perfil do usuário como uma informação associada à sua identidade. Na prática, ao carregar uma foto, a rede social passa a conhecer um rosto como um dado e pode usar esta informação para marcá-lo automaticamente em outras fotos. Mas, de acordo com o escritório de privacidade do Facebook, o objetivo do reconhecimento facial é somente facilitar a marcação para que as pessoas saibam quando há fotos delas na rede. A tecnologia seria utilizada apenas para este fim. E, caso for usada de outras maneiras, estes serão avisados.

Já, na seção de propaganda, o texto da rede social deixa claro o quão públicos são os dados: “você nos dá permissão para usar seu nome, foto, posts e informações em conteúdos comerciais, patrocinados ou relacionados”. Isto significa que a rede social pode usar tudo que tem a disposição em seus sistemas e algoritmos de publicidade. Mas, o Facebook garante limites: “dados restritos a uma audiência específica não serão usados fora desta escolha”.

Dados obtidos por aplicativos

As regras sobre o uso de dados também foram mudadas. A partir de agora, a empresa pode saber que tipo de dispositivo está sendo usado para acessar seus serviços. Outra modificação é o direito de poder compartilhar informações públicas com terceiros. O Facebook quer dar acesso às informações públicas dos usuários para provedores de serviços terceirizados.

Já os aplicativos de terceiros também ganharão o direito de armazenar informações acessadas em perfis de usuários em seus próprios servidores e de mantê-las, caso o usuário pare de usar e delete o aplicativo. Para garantir que estes dados sejam deletados, é preciso entrar em contato com a empresa de desenvolvedores do app para fazer a requisição.

As mudanças nos dois documentos, Política de uso de dados e Declaração de direitos e responsabilidades, do Facebook está disponível em português no site de governança.

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